Recuperação jurídica e controle de custos impulsionam ações da Hapvida

PUBLICIDADE INTELIGENTE
RESULTADOS REAIS.
VISITE NOSSO SITE

Após um período de pressão causada por alta sinistralidade e desafios judiciais, a Hapvida NotreDame Intermédica apresentou sinais concretos de recuperação no primeiro trimestre de 2025. A melhora em indicadores estratégicos, como redução de passivos judiciais, fortalecimento do fluxo de caixa e controle gradual da sinistralidade, animou o mercado financeiro e levou as ações da companhia a liderarem as altas do Ibovespa no dia 13 de maio.
Às 12h57 daquela terça-feira, os papéis da operadora de saúde subiam 11,72%, cotados a R$ 2,67. No acumulado do ano, o avanço chegava a 23%, elevando o valor de mercado da empresa para R$ 20,1 bilhões. Os analistas, antes reticentes com a performance da companhia, agora veem uma perspectiva de valorização sustentada, ainda que com atenção aos próximos trimestres.

Lucro ajustado supera expectativas do mercado

O balanço divulgado pela Hapvida na noite de 12 de maio trouxe lucro líquido ajustado de R$ 416,4 milhões — queda de 15,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas superior à média das projeções do mercado, que apontava para R$ 275 milhões, segundo a Bloomberg. O lucro líquido sem ajustes foi de R$ 54,3 milhões, 35% inferior ao resultado de um ano antes.
A receita líquida subiu 7,3%, alcançando R$ 7,5 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 1 bilhão, uma leve alta de 0,5%. A combinação entre crescimento de receita, ajustes contratuais e eficiência operacional ajudou a sustentar o desempenho positivo, mesmo diante de uma leve perda líquida de 54,8 mil beneficiários no período.

Menor pressão judicial anima investidores

O principal destaque, segundo os analistas, foi a redução no volume de novos depósitos judiciais, que caíram para R$ 136 milhões no trimestre — número bem abaixo dos R$ 204 milhões esperados. A diminuição indica uma queda na judicialização dos serviços de saúde, que vinha sendo um dos fatores de maior risco percebido pela gestão e pelo mercado.
O BB Investimentos reconheceu os esforços da companhia em diversas frentes para reduzir as contingências judiciais, cujo impacto caiu de 3,3% para 2,9% da receita líquida entre o quarto trimestre de 2024 e o primeiro de 2025.
Essa melhora reforça a percepção de que a empresa está atuando de maneira proativa para mitigar riscos jurídicos, seja por meio de acordos, revisões contratuais ou aprimoramento da regulação interna e do relacionamento com os beneficiários.

Fluxo de caixa operacional robusto, mesmo com capex elevado

Apesar do aumento de 90% no capital investido (capex), a companhia conseguiu gerar R$ 570 milhões de fluxo de caixa livre operacional, resultado considerado sólido pelos analistas do BTG Pactual e da XP Investimentos. A conversão de caixa de 86% ajudou a reduzir a alavancagem financeira de 1,06x para 0,98x, aumentando a flexibilidade da companhia para novos investimentos ou desalavancagem.
O BTG destacou que, embora o resultado fique abaixo dos R$ 614 milhões do mesmo período de 2024, a base de comparação era considerada excepcional, e o desempenho atual ainda é expressivo.

Sinistralidade sob controle, com viés de queda

A sinistralidade caixa — principal indicador de custo assistencial da operadora — ficou em 68,6%, o que representa alta de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. No entanto, o aumento se deve à inclusão de procedimentos judiciais no cálculo, iniciada em janeiro. Excluindo esse novo componente, a sinistralidade seria de 67,6%, o que representaria queda de 0,4 p.p. em base anual.
Essa leitura é considerada positiva por casas como BTG e Goldman Sachs, que ressaltam o esforço contínuo da empresa em equilibrar oferta de serviços e custos assistenciais, especialmente diante de um cenário de inflação médica persistente.

Reajustes e recomposição de margens

Outro fator que ajudou na melhora de resultados foi a aplicação de reajustes em contratos com clientes corporativos, o que compensou a redução da base de usuários. Essa política de precificação mais conservadora e adequada à inflação do setor permitiu que a Hapvida ampliasse sua receita mesmo em meio à saída de beneficiários.
A estratégia, segundo o Goldman Sachs, é importante para restaurar margens operacionais e melhorar o perfil de rentabilidade da companhia no médio prazo.

Desafios e projeções

Apesar do otimismo cauteloso dos analistas, os desafios ainda existem. O setor de saúde suplementar no Brasil enfrenta margens pressionadas, alto índice de judicialização e mudanças regulatórias frequentes. No entanto, a sinalização de recuperação operacional e jurídica da Hapvida pode ser um ponto de virada para a operadora, que desde a fusão com a NotreDame Intermédica vinha enfrentando desconfiança do mercado.
Para o BTG Pactual, a companhia está se tornando uma opção de “play de valor”, com valuation atrativo e potencial de reprecificação, desde que consiga sustentar o ritmo de melhora operacional e controle dos custos.

Fontes :

– NeoFeed
– Relatório da Bloomberg
– BTG Pactual
– XP Investimentos
– BB Investimentos
– Goldman Sachs
– ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar (dados setoriais complementares)

MARKETING COM FOCO EM RESULTADOS
NEGÓCIOS ESTRATÉGICOS PARA CRESCER

VISITE NOSSO SITE

mais?