Pelo 11º ano consecutivo, a Natura ocupa o primeiro lugar no ranking de responsabilidade ESG do Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco), consolidando-se como referência em práticas ambientais, sociais e de governança corporativa no Brasil. A companhia lidera não apenas o ranking geral, mas também as três categorias específicas: Meio Ambiente (E), Âmbito Interno, Clientes e Sociedade (S), e Ética e Governança (G).
O reconhecimento coroa uma trajetória marcada por decisões estratégicas pautadas pela sustentabilidade, desde a criação de produtos até a relação com comunidades e a mensuração de impacto socioambiental. Em um momento em que o ESG vem sendo criticado por parte do mercado financeiro por “falta de resultados”, a Natura mostra o oposto: valores e desempenho caminham juntos.
Reconhecimento com base em dados e múltiplas fontes
O ranking da Merco é considerado um dos mais respeitados na América Latina. Para compô-lo, são analisadas mais de 25 fontes de informação, com mais de 11 mil entrevistas, incluindo executivos de empresas com faturamento superior a R$ 200 milhões, especialistas em responsabilidade social, analistas financeiros e consumidores em geral. A metodologia também incorpora os dados do Merco Digital, que avalia a reputação em canais online e redes sociais.
A posição de liderança da Natura reflete não apenas reputação, mas ações concretas em sua estratégia de negócios, ancoradas em compromissos de longo prazo com a biodiversidade, a inclusão social, a equidade de gênero e a economia regenerativa.
ESG como fundamento do modelo de negócios
Segundo Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura, o compromisso ESG da empresa não se trata de uma escolha pontual, mas sim de um fundamento da própria estratégia corporativa. “Seguimos impulsionando inovações que geram conservação ambiental, diversidade e valor compartilhado para futuras gerações”, afirmou.
A Natura atua há mais de 25 anos na Amazônia, onde ajuda a conservar 2,2 milhões de hectares de floresta e beneficia mais de 10 mil famílias com suas cadeias produtivas sustentáveis. Desde 2007, a empresa é neutra em carbono, e já em 2014 recebeu a certificação como Empresa B, o que reconhece organizações que combinam lucro com impacto socioambiental positivo.
Impacto positivo mensurado: IP&L como ferramenta estratégica
Para demonstrar a efetividade de suas ações, a Natura implementou o Integrated Profit and Loss (IP&L), uma ferramenta pioneira que mensura os impactos ambientais, sociais e humanos de suas operações. Em 2024, a empresa registrou um impacto líquido positivo de R$ 50,5 bilhões na América Latina. Isso significa que, para cada R$ 1 em receita, a empresa gerou R$ 2,50 em valor socioambiental positivo.
A meta da empresa é ainda mais ambiciosa: até 2030, pretende gerar impacto positivo líquido quatro vezes superior à receita, caminhando para se tornar uma empresa fundamentalmente regenerativa até 2050.
Regeneração como novo norte corporativo
Mais do que neutralizar impactos negativos, a Natura busca regenerar ecossistemas, comunidades e relações humanas. Essa nova abordagem, alinhada ao conceito de “economia da regeneração”, é considerada a próxima evolução do ESG. A certificação UEBT Regenerativa da cadeia de castanha da linha Ekos e os investimentos contínuos em bioeconomia são parte desse movimento.
A marca também lidera no combate à crueldade animal, com produtos veganos e cruelty-free, além de um modelo de negócio omnicanal com presença em 14 países latino-americanos e mais de 3,1 milhões de consultoras de beleza ativas.
A importância de engajamento coletivo
A Natura tem consciência de que sozinha não conseguirá promover a mudança sistêmica necessária para enfrentar a crise climática e social. Por isso, a empresa atua em articulação com parceiros internacionais, como a Capitals Coalition e a Valuing Impact, além de buscar engajar diferentes stakeholders em práticas regenerativas em toda sua cadeia de valor.
Esse esforço está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e as diretrizes do Acordo de Paris, mostrando que empresas brasileiras podem ser protagonistas na agenda climática global.
Fontes :
– Dois Terços (artigo original)
– Natura – Relatório de Sustentabilidade 2024
– Merco – Monitor Empresarial de Reputação Corporativa
– Capitals Coalition
– Valuing Impact
– UEBT – União para o Biocomércio Ético
– Instituto Ethos


