Muito além do hype: como aplicar GenAI com propósito e gerar valor real nos negócios

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Em meio ao entusiasmo que cerca a inteligência artificial generativa (GenAI), muitas empresas enfrentam o desafio de separar a promessa do potencial real. Enquanto boa parte do mercado ainda testa ferramentas sem objetivos claros, o Mercado Bitcoin (MB) tem trilhado um caminho mais pragmático: usar GenAI para resolver problemas concretos com impacto mensurável — sempre guiado por propósito e estratégia.
Segundo Gustavo de Figueiredo (Figa), CTO do MB, a postura adotada pela companhia é de “ceticismo otimista”. Em vez de investir cegamente em soluções de IA ou resistir a elas por conservadorismo, a empresa trabalha para internalizar a tecnologia, capacitar colaboradores e aplicá-la em processos de alto impacto e baixa previsibilidade.
Essa abordagem racional levou à adoção do ChatGPT Enterprise, integração com plataformas de automação e criação de dezenas de agentes internos baseados em IA — todos orientados à eficiência operacional, atendimento ao cliente e tomada de decisão.

IA aplicada com critério: onde faz sentido (e onde não faz)

Para o Mercado Bitcoin, a primeira regra de ouro ao usar GenAI é clara: se o processo pode ser resolvido por heurísticas bem definidas, ele não precisa de IA generativa.
Automatizações tradicionais continuam sendo a melhor escolha para tarefas que seguem regras rígidas e previsíveis. Já a GenAI entra em cena quando é necessário lidar com ambiguidade, contexto, linguagem natural ou análise qualitativa — áreas onde o julgamento humano antes era insubstituível.
Essa distinção ajudou o time do MB a focar seus esforços nas frentes certas, evitando desperdício de recursos e canalizando o potencial da GenAI para onde ela realmente entrega diferencial competitivo.

Casos de uso com impacto real

Com a estrutura técnica e estratégica bem definida, a equipe rapidamente começou a ver resultados concretos. Alguns exemplos:
Filtragem inteligente de e-mails sobre ofícios, otimizando o tempo dos times jurídicos e administrativos;
Avaliação automática da qualidade no atendimento ao cliente, com feedback estruturado e acionável;
Geração de minutas jurídicas, acelerando fluxos internos;
Automatização da esteira de tokenização de ativos reais (RWA), reduzindo riscos e gargalos;
Conciliações financeiras com IA, eliminando tarefas repetitivas e propensas a erro;
Copiloto interno de atendimento, treinado com a documentação da empresa, já atendendo a mais de 60% dos tickets sem intervenção humana — o chamado iago, que em breve será expandido para atuar diretamente na jornada do cliente em diversos canais.
Esses avanços não surgiram por acaso. Foram resultado de uma estratégia consciente de maturação da IA na cultura da empresa, combinando tecnologia, governança e protagonismo de todas as áreas.

AI Champions: inovação que começa nas pessoas

Um dos maiores obstáculos à adoção de IA não é técnico, mas cultural. Muitos colaboradores inicialmente se viam “fora do mundo tech” e resistentes ao uso de ferramentas baseadas em IA.
Para romper essa barreira, o MB criou o programa AI Champions, uma iniciativa que empodera pessoas de todas as áreas a explorar, testar e criar soluções com GenAI. A lógica é simples: não é preciso ser desenvolvedor para ser um agente de inovação.
Dois indicadores sustentam o programa:
1. Engajamento genuíno com GenAI, validado por uma segunda IA que analisa se as interações têm contexto real de trabalho;
2. Retorno financeiro direto, medido por economia de custos, mitigação de riscos ou aumento de receita — todos auditados pelo time de Finanças.
Com essa estrutura, a empresa já contabiliza mais de 500 agentes de IA desenvolvidos internamente, resolvendo problemas específicos com agilidade, criatividade e foco em resultado. Um dos casos mais simbólicos envolve uma estagiária sem experiência prévia em programação que, com apoio da GenAI, conseguiu codificar um cálculo complexo da área de tokens em apenas dois dias — tarefa que levaria semanas.

GenAI com responsabilidade: não reinvente, evolua

Apesar do entusiasmo com os resultados, o MB adota uma postura de cautela quanto ao futuro. “Não jogue fora o que funciona”, alerta Figueiredo. “Não reinvente sua empresa sem entender o real valor que a IA pode gerar.”
O risco de cair no modismo, segundo ele, é alto. Já vimos tecnologias como blockchain, NFTs e metaverso serem aplicadas sem critério, com pouco retorno prático e muito desperdício de tempo e dinheiro.
A recomendação do CTO é clara: entenda a tecnologia, aplique com responsabilidade e sempre parta de problemas reais. A GenAI tem poder transformador — mas só quando aplicada com clareza, propósito e um norte bem definido.

Conclusão: GenAI é meio, não fim

O grande aprendizado do Mercado Bitcoin é que a GenAI não deve ser vista como o centro das atenções, mas como uma ferramenta para melhorar processos, empoderar pessoas e entregar mais valor aos clientes. Sua aplicação não exige uma revolução estrutural, mas uma evolução contínua, guiada por dados e objetivos claros.
O jogo da inovação não é sobre tecnologia — é sobre resolver problemas melhor do que ontem. E, nesse campo, a GenAI, quando usada com propósito, se torna um aliado valioso.

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